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Aprenda a cuidar bem da sua escova de dente

canal-mulher-escovadedente (1)Em termos de higiene bucal, a escova de dente está no topo da lista. Em parceria com o fio e o creme dental, ela é a responsável por eliminar resíduos de alimentos e a placa bacteriana, garantindo a saúde da boca.

Por isso, necessita de cuidados simples, porém muito especiais. Aprenda a tratar direitinho da sua escova, respeitando seu tempo de uso, se quiser garantir um sorriso bonito e saudável. Confira as dicas:

Escovação: após o uso, não se esqueça de enxaguar e secar muito bem a escova de dente. Quando molhadas, as cerdas favorecem o acúmulo de fungos e bactérias.

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Periodicidade: a troca da escova de dente deve ser realizada a cada três meses, por mais cuidados que se tenham. Passado esse período, as cerdas começam a deformar e perdem sua eficiência.

Espaço: o ideal é não deixar as escovas muito próximas uma das outras. Quando isso ocorre, há proliferação de bactérias. Por isso, os armários de banheiro têm divisórias. Caso prefira porta-escovas, escolha um de modelo simples, mas com divisórias.

Individualidade: mesmo fazendo parte de uma família, cada um precisa manter sua individualidade. Por isso, jamais compartilhe da mesma escova, mesmo que seja com seu filho ou marido. Além de mais higiênico, o procedimento evita a transmissão de doenças.

Capas de proteção: por incrível que pareça, o uso de capinhas de proteção não é indicado. Elas abafam as cerdas, favorecendo a proliferação de germes e bactérias.

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Locomoção: por outro lado, a escova que levamos para o trabalho ou em uma viagem precisa estar dentro de uma caixinha própria de proteção. Além da limpeza, isso evitará que as cerdas sofram atritos, provocando sua deformação, ou entre em contato com outros objetos.

Especial – saúde bucal do idoso

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Manter uma boa saúde bucal é importante para o bem-estar da pessoa idosa, para a autoestima e a saúde geral do corpo. Além disso, uma boca saudável é também aquela que proporciona uma boa mastigação, o que é fundamental para uma boa digestão dos alimentos e uma melhor absorção dos nutrientes.
Para que se tenha um sorriso bonito e saudável, é preciso escovar os dentes todos os dias após cada refeição e também uma última vez antes de dormir. A higiene dos dentes deve ser feita utilizando-se uma escova de dentes de tamanho adequado, com cerdas macias e creme dental com flúor. Para complementar a escovação, é necessário passar o fio dental entre todos os dentes e escovar a língua, pois ela acumula restos alimentares e bactérias que provocam o mau hálito. Os movimentos devem ser cuidadosos com a escova, “varrendo” a língua da parte interna até a ponta.
Além de manter uma boa higiene bucal, também é preciso ter uma alimentação saudável e ir ao dentista regularmente.
Cárie – A cárie é uma doença causada por bactérias que vivem na boca e utilizam o açúcar da nossa alimentação para produzir ácidos que destroem os dentes. A cárie pode avançar e causar dor e desconforto e até a perda do dente. Para prevenir o seu aparecimento, é importante ter uma boa higiene bucal.
Doenças da gengiva – As doenças nas gengivas ocorrem principalmente pelo acúmulo de placa bacteriana (película viscosa e incolor formada por bactérias e restos alimentares acumulados na superfície dos dentes e na gengiva). Começa com a inflamação da gengiva, chamada de gengivite. Inicialmente, nota-se que a gengiva sangra. Se a gengivite não for tratada, pode avançar e atingir o osso que sustenta o dente (periodontite), causando a exposição da raiz do dente e mobilidade, podendo ocasionar a perda do dente. Uso de prótese dental (dentadura/ponte móvel) – Na ausência dos dentes naturais, as próteses dentárias são fundamentais para auxiliar a correta mastigação dos alimentos e a fala, além de manter o equilíbrio das estruturas da face e das articulações. O seu uso exige cuidados (#) especiais:
• Se você utiliza uma prótese parcial removível (ponte móvel), limpe-a fora da boca com sabão ou pasta de dente pouco abrasiva e escova de dentes macia, separada para essa função. Antes de recolocá-la na boca, escove os dentes e • Se você utiliza prótese total (dentadura), limpe-a fora da boca com sabão ou pasta de dentes e escova de dentes separada para essa função. Antes de recolocá-la na boca, limpe a gengiva, o céu da boca e a língua. Recomenda-se ficar sem a prótese algumas horas durante o dia. O ideal é passar a noite sem a prótese, mas se isso não for possível, faça o procedimento durante o banho (#) ou em um momento em que você esteja sozinho(a) em casa, por exemplo. Deixe-a sempre em um copo com água. Solicite orientação ao dentista sobre outros produtos para complementar a limpeza das dentaduras.
• Devido ao desgaste natural, a ponte móvel ou a dentadura precisará ser ajustada ou trocada após certo período de tempo (#). Ela não está mais em perfeitas condições quando começa a ficar solta, quando a mastigação fica difícil ou quando está irritando ou machucando a gengiva. Faça uma avaliação periódica com a equipe de saúde bucal para verificar a adaptação de sua prótese e evitar o aparecimento de feridas.
Boca seca – A falta de saliva (boca seca) é uma queixa comum entre as pessoas idosas. Além de ser uma manifestação comum ao envelhecimento, pode ser causada pelo uso de alguns medicamentos ou por distúrbios na saúde. A boca seca pode causar maior risco para cárie dentária, incômodo no uso da prótese, perda do paladar, mau hálito e dificuldades para falar, mastigar e engolir os alimentos. O profissional de saúde bucal pode recomendar vários métodos para manter sua boca mais úmida, como tratamentos ou remédios adequados para evitar a boca seca. Tomar água com frequência pode ajudar.
Lesões na boca – Observe regularmente se existe alguma alteração nos lábios, nas bochechas, nas gengivas, no céu da boca, na garganta, na superfície e abaixo da língua. Procure por manchas, caroços, inchaços, placas esbranquiçadas ou avermelhadas ou feridas. Se você observar alguma alteração nova em sua boca ou ferida que não cicatrize, mesmo que indolor, procure um dentista ou outro profissional de saúde para realizar uma avaliação.

Uma pesquisa feita pela revista Saúde, da Editora Abril, no final de 2014 revelou que os brasileiros não cuidam tão bem assim da saúde bucal.

indexUma pesquisa feita pela revista Saúde, da Editora Abril, no final de 2014 revelou que os brasileiros não cuidam tão bem assim da saúde bucal.

Para constatar isto, foram ouvidos 1818 homens e mulheres de todas as regiões do Brasil, sendo 78% pertencentes às classes A e B.

De acordo com a apuração:
- 65% das pessoas não trocam a escova de dentes após três meses de uso;
- 57% dos brasileiros levaram o filho ao dentista pela primeira vez entre os 2 e 11 anos;
- 48% da população não considera importante ir ao dentista regularmente;
- 38% das pessoas não usam ou usam raramente o fio dental;
- 29% acha natural perder os dentes na velhice;
- 27% da população não escovam os dentes após as refeições;
- 24% não escovam ao acordar;
- 23% não escovam antes de dormir.

A respeito destes dados é importante lembrar dois grandes problemas apresentados nos consultórios odontológicos diariamente são cárie e gengivas sangrando. Ambos os casos estão diretamente relacionados ao uso do fio dental – que é fundamental para remover os restos alimentares que a escova não alcança – e da escovação antes de dormir – que é a hora mais importante se realizar a higiene bucal com cuidado e atenção, pois a noite é a hora mais propícia para propagação de cáries.

Outro ponto alarmante é o de que quase metade da população não considera importante ir ao dentista regularmente, sendo que este é o único método de evitar doenças na boca.

Outras observações: 50% acham falsa a informação de que as cáries são transmissíveis, 30% acham verdadeiro e 20% não sabem. Ou seja, todas as respostas ensejam uma série de interpretações que podem ser úteis para o dentista observar o comportamento de seu paciente, repensar sua formação humana ou para a saúde pública adotar medidas na direção correta.

Se você faz parte de uma dessas estatísticas, o que acha de usar a pesquisa para repensar seus hábitos bucais?

Venda de clareadores dentais requer prescrição

 

teeth_whitening-300x200A venda de clareadores dentais com concentração acima de 3% de peróxido de hidrogênio só poderá ser feita agora com prescrição de um dentista.

A determinação, feita nesta semana pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também prevê que a comercialização dos produtos ficará restrita a estabelecimentos com autorização para a venda de produtos de saúde.

A norma, apoiada pelas entidades odontológicas, tem como objetivo prevenir os danos que podem ocorrer a partir do uso desses produtos sem orientação e acompanhamento de um profissional habilitado.

Possíveis danos

Entre os riscos do mau uso estão sensibilidade dentária, alteração de superfície do esmalte, absorção radicular, alterações pulpares e dano periodontal.

Segundo a Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, os clareadores dentais devem ser tratados como medicamentos, já que podem trazer riscos à saúde se mal administrados.

Segundo a entidade, antes de usar o clareador, o paciente tem que ser avaliado, o dente já deve estar totalmente formado e deve-se avaliar se existem infiltrações, cáries e uma série de fatores que vão influenciar a administração do produto. Além disso, grávidas não podem usar os clareadores.

A medida foi colocada em consulta pública no ano passado, depois da demanda de entidades odontológicas. A norma da Anvisa também define que a propaganda desses produtos só poderá ser veiculada em publicações dirigidas a profissionais prescritores. As embalagens terão que trazer impressa a expressão “venda sob prescrição de profissional legalmente habilitado”.

Fonte:
Agência Brasil

5 dicas importantes para cuidar dos dentes de leite das crianças

shutterstock_77466160A preocupação com a saúde bucal, especificamente com os dentes, entre os adultos tem se tornado cada vez maior ao longo dos anos. E para que na fase adulta os dentes sejam saudáveis e livres dos mais variados problemas, os cuidados devem começar na infância, logo nas primeiras aparições dos dentes decíduos, popularmente conhecidos como dentes de leite.

Segundo o Dr. José Ricardo Muniz, odontologista e presidente da R-Crio, empresa brasileira especializada em extrair células-tronco do dente de leite, os pais devem estar atentos aos cuidados com os dentinhos, desde o tipo de creme dental utilizado, até os movimentos de escovação. “O incentivo para uma boa escovação e bons cuidados deve vir dos pais. Nos primeiros anos de vida, sempre acompanhar e ensinar o jeito correto de escovar os dentes, explicando os benefícios e as vantagens para que a criança já tenha em mente a importância disso”, afirma.

Com isso, o profissional listou cinco dicas importantes para cuidar dos dentes de leite das crianças, explicando os benefícios futuros à saúde bucal.

1 – Uma boa escovação do dente de leite: o que ela pode evitar?

O hábito de escovar os dentes regularmente e corretamente é fundamental para preservação da saúde bucal e sistêmica (em todo corpo) da criança. As doenças mais comuns ligadas à cavidade oral são a cárie e a doença gengival (periodontal). Ambas estão relacionadas à presença de bactérias sobre a superfície dos dentes com uma condição favorável para sua proliferação (má higiene). “Existem pesquisas comprovando que algumas lesões repetitivas em atletas, doenças cardíacas entre outras, podem ser provocadas por bactérias presentes na doença dentária, que acabam caindo na corrente sanguínea causando outros problemas fora da boca”, explica Muniz.

Outro ponto importante destacado pelo odontologista é o incentivo e a vigilância dos pais, para analisar se a higiene foi feita corretamente. “Os pais devem sim colocar a criança para escovar os dentes sozinha, para criar independência desse hábito, mas sempre com supervisão. Após a criança dizer que terminou, sempre verificar se está tudo bem e finalizar a escovação de maneira correta, explicando aos pequenos os benefícios desses cuidados”.

2 – Evitar produtos com álcool: é correto?

O profissional explica que é muito importante não só a criança, mas o adulto também, evitar ao máximo contato do álcool com a mucosa (gengiva e tecidos moles da boca), quer seja pelo consumo de bebidas ou pelo uso de soluções de bochecho. “O álcool age como um irritante local, podendo levar ao surgimento de lesões locais repetitivas nessa mucosa (tipo aftas). Essas lesões recorrentes aumentam significativamente o risco ao câncer para esses indivíduos”.

3 – Fio dental já pode ser utilizado nos dentes de leite?

“Não só pode, como deve ser feito”, exclama o odontologista. “Além de ser um instrumento para remover resíduos que se depositam entre os dentes, o fio dental, quando corretamente e sistematicamente usado, ajuda a desorganizar as bactérias presentes entre os dentes, de modo que elas não consigam provocar doenças”. Muniz explica que o hábito de usar fio dental na limpeza bucal deve ser iniciado logo na aparição dos primeiros dentes, para incentivar a criança a colocar essa prática na rotina durante a infância e por toda a vida adulta.

4 – Arrancar o dentinho em casa é recomendado? Se arrancado de forma errada, o que pode acarretar de problemas futuros?

Toda ação que envolve os dentes, sejam de leite ou permanentes, deve ser feita sempre sob a orientação de um dentista, que pode garantir mais cuidados e segurança para a saúde bucal. “Hoje essa relação passou a ser ainda mais imprescindível, uma vez que pesquisas recentes realizadas no dente-de-leite1024Brasil e no mundo revelam que a polpa (parte interna) dos dentes de leite é uma fonte rica de células-tronco jovens. Essas células vem sendo estudadas no mundo todo pois já é sabido que oferecem diversas possibilidades de utilização em terapias gênicas, quando comparadas a outras fontes de células-tronco. Elas poderão ser responsáveis pela regeneração de tecidos ósseos, cartilaginosos e musculares. Cuidar desse dente de leite hoje pode ser um benefício de extrema importância para o futuro da criança. Essas células-tronco podem ajudar no tratamento de diversas terapias, sendo uma segurança para a família”, afirma.

O odontologista ressalta o risco de algumas técnicas caseiras para extração do dente de leite. “Sempre escutamos as brincadeiras de ‘amarrar a linha na porta e no dentinho’ ou ‘morder a maçã para que o dente fique preso nela’. Porém essas técnicas, apesar de lúdicas, podem gerar pequenos traumas à gengiva da criança e, futuramente, acarretar no nascimento errado dos dentes permanentes”.

5 – Alimentação: no período de troca dos dentes, é recomendada uma alimentação especial, no caso, evitar dores ou até mesmo para ajudar a fortificar os novos dentinhos?

Muniz explica que a opção por alimentos saudáveis deve ser sempre o foco de atenção das famílias. É preciso que as crianças sejam bem esclarecidas em relação aos benefícios dessa escolha. Alimentos ricos em açúcar devem ser evitados ao máximo. “Durante a troca dos dentinhos, muitas vezes se faz necessária a escolha por alimentos mais macios de modo a dar maior conforto à criança. Contudo, o exercício da mastigação é fundamental para o melhor desenvolvimento facial da criança e por isso, deve ser estimulado”, finaliza.

Sobre a R-Crio

Fundada em 2014, a R-Crio é uma empresa especializada em expansão e criopreservação de células-tronco extraídas da polpa de dente de leite realizando procedimentos em todo o Brasil. Com técnica única e inovadora, totalmente brasileira, a R-Crio está sediada em Campinas, São Paulo e se coloca na vanguarda do modelo de bancos privados de dentes de leite. A R-Crio tem como objetivos oferecer serviços de qualidade que contemplem todas as etapas envolvidas entre a coleta das células-tronco e sua efetiva utilização no futuro. Buscará de maneira permanente incentivar, apoiar e praticar o desenvolvimento de pesquisas de credibilidade em terapias celulares, gênicas e suas aplicações.

Doenças bucais mais comuns na terceira idade

Fonte: //br.mulher.yahoo.comodontoidoso

A população idosa aumentou consideravelmente no Brasil, e os mesmos são acometidos por diversos problemas bucais. As cinco doenças mais comuns nessa fase são:

1- Xerostomia
Também chamada de boca seca, é a diminuição da quantidade de saliva, que é comum em quem toma muitos medicamentos, como os antidepressivos. No caso daqueles que sofreram radioterapia anticancerígena de cabeça e pescoço, é observada uma diminuição do fluxo salivar ainda maior, o que pode propiciar o surgimento das cáries de radiação. Por isto é importante à participação dos dentistas antes e durante os tratamentos oncológicos. O dentista pode orientar meios de estimular a salivação, ou indicar tratamento com saliva artificial.

2- Cáries
Com o envelhecimento, algumas alterações bucais podem dificultar a higienização e facilitar o aparecimento de problemas nos dentes e tecidos ao redor. A gengiva pode sofrer retrações o que faz com que os dentes pareçam mais longos. Esse processo expõe a raiz do dente, aumentando o risco “cárie de raiz”, que além de destruir o dente, pode causar hipersensibilidade da dentina.

3- Problemas nas pontes/próteses totais
Mais conhecidas como dentaduras e próteses parciais removíveis, popularmente conhecidas como perereca. A maneira correta de higienizar a prótese é segurar firme, para evitar que caia e sofra uma fratura, e limpar com uma escova para prótese e um sabão neutro. A limpeza deve ser feita após toda vez que se alimentar. Duas vezes por semana, é recomendado colocar as próteses, durante 30 minutos, em uma solução com 100 ml de água e uma colher de chá de água sanitária ou fazer uso de comprimidos efervescentes comercializados em farmácias.

4- Lesões da mucosa bucal (candidíases, leucoplasias, câncer bucal)
Na terceira idade o risco de surgirem lesões, decorrentes de próteses mal adaptadas ou de algum outro fator, como o fumo ou bebidas alcoólicas, é maior. Em frente ao espelho, com uma boa iluminação, procure por lesões na gengiva, língua, bochechas, assoalho e palato. Se encontrar qualquer alteração procure um dentista imediatamente. Repita o autoexame mensalmente.

5- Periodontite
Problema de inflamação gengival que se agrava e leva à perda do osso de suporte dos dentes, deixando-os amolecidos. Essa doença deve ser tratada e controlada, através de sessões de raspagem.

Como fazer a higienização nessa idade
Realizar uma higiene bucal três vezes ao dia – incluindo a escova tradicional e a interdental, o uso de fio dental e tratamentos regulares com flúor – pode ajudar o idoso a manter uma boa saúde bucal. Como em qualquer outra fase da vida é essencial visitar o dentista regularmente. O dentista vai indicar o espaço de tempo entre um consulta e outra, que normalmente é de seis em seis meses.

Afta atinge 25% da população e pode ser sinal de doenças

Se você é uma dessas pessoas que sempre estão sofrendo com as aftas, cuidado! Seu organismo pode estar tentando te avisar que algo não vai bem. Ao contrário do que muitos acreditam, as aftas não são causadas pelo vírus que provoca o herpes labial. As feridinhas que surgem na boca- mais especificamente na gengiva, mucosa e embaixo da língua – provocando dor e incômodo podem ter causas diversas, mas, geralmente, aparecem todas as vezes que o sistema imunológico fica fragilizado ou quando as doenças do chamado aparelho digestório (antigo aparelho digestivo) causam refluxo e um excesso de acidez, embora essas situações sejam mais raras.

A literatura especializada afirma que ¼ da população mundial já sofreu com o problema em algum momento da vida. Para o professor da Universidade Federal da Bahia e um dos maiores nomes em estomatologia, o cirurgião-dentista Antônio Fernando Falcão, o problema é mais comum nas crianças e nos idosos. “Os muito jovens ainda não estão com as defesas maduras e os mais velhos apresentam fragilidades no sistema imunológico”, explica. De tão importante, o assunto foi tratado em um dos módulos da décima sétima edição do Congresso Internacional de Odontologia da Bahia, realizado no final de semana, no Centro de Convenções, na Boca do Rio.

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Na Bahia, estima-se que 13% da população sofra com as aftas, no entanto, o cirurgião dentista reconhece que esse número é subnotificado. Estados como Paraíba, Ceará, Goiás e São Paulo a prevalência é maior. Fernando Falcão diz que não há uma explicação muito clara para os números, mas algo pode estar relacionado à herança genética da colonização nesses locais.

Cuidados

O especialista lembra que as aftas geralmente desaparecem após duas semanas, mas se a cicatrização demorar de acontecer é importante que um estomatologista ou gastroenterologista possa avaliar o quadro para afastar qualquer possibilidade de complicações que possam resultar num câncer de boca. “As pessoas que são fumantes, portadores de traumas crônicos ou possuidores de fatores irritativos, como o refluxo gastroesofágico devem realizar o autoexame sempre e, pelo menos uma vez ao ano, buscar um profissional para um exame mais detalhado”, esclarece, fazendo questão de enfatizar que nem toda afta é um fator de risco, mas que qualquer lesão na boca é um agravo quando o assunto é o câncer do boca.

O médico baiano e mestre em gastroenterologia pela Universidade de São Paulo Flávio Feitosa lembra que pessoas portadoras da síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca (alergia ao glúten) estão mais susceptíveis às aftas. “De fato, as pessoas que desenvolvem múltiplas e repetidas lesões na boca precisam investigar o problema mais profundamente para saber o que está causando o quadro”, esclarece, lembrando que as aftas de repetição são grandes indicativos de problemas no estômago ou doenças imunológicas.

O especialista lembra que não existem alimentos capazes de provocar aftas, mas que o consumo de alguns produtos podem irritar ainda mais o local já machucado, como é o caso das frutas cítricas, pimenta, condimentos em geral, que prejudicam a cicatrização. “As pessoas alérgicas a amendoim, abacaxi e kiwi também ficam mais predispostas a desenvolver as úlceras”, completa o médico.

Ele diz que uma boa forma de prevenir o surgimento das aftas e manter o organismo funcionando bem é optar por alimentos naturais, ricos em vitaminas do complexo B (como as carnes, legumes, folhosos, leite e ovos), ferro (pimentão, feijão, salsa, frutas secas, chocolate meio-amargo, melado de cana-de-açúcar, rapadura e açúcar mascavo, fígado e peixes).

Com uma postura parecida, o estomatologista Fernando Falcão lembra que é sempre bom evitar os refrigerantes, pois, além da acidez, o produto termina roubando os nutrientes que ajudam a proteção da mucosa da boca. “O excesso de açúcar contido nessas bebidas também está longe de ajudar à saúde bucal”, completa.

Tratamento
O infectologista Claudilson Bastos, assessor do Laboratório Sabin, lembra que o estresse emocional também possui um impacto no surgimento das aftas porque, nessas situações, há uma queda imunológica. “Talvez, por isso mesmo as mulheres sejam as maiores vítimas dessas lesões”, explica.

O médico lembra que embora não exista um tratamento específico para as aftas, cuidados com a higienização, o uso de anti-inflamatórios, analgésicos e, em casos de alergias, corticoides ajudam a tratar o incômodo. As aftas também podem vir acompanhadas de febres ou ínguas. “Aplicar gelo na área atingida também ajuda a reduzir a dor”, ensina o infectologista, ressaltando que a administração do estresse por meio de atividades físicas, boas noites de sono e uma alimentação equilibrada também são bons aliados no combate das aftas.

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Saiba como o sorriso pode te ajudar a conseguir o que quer

Terra

sorrisoTer dentes bonitos e brancos é sinal de status social e profissional, diz um estudo desenvolvido pelo cientista social Malcolm Gladwell, autor da obra “Davi e Golias”. Além disso, um sorriso perfeito e agradável pode fazer toda a diferença na hora de conseguir um emprego.

A linha de raciocínio que explica isso é que quem sente vergonha das imperfeições de seus dentes acaba, até inconscientemente, sorrindo menos. “Consequentemente ela é considerada uma pessoa infeliz ou mal-humorada e isso limita tanto os relacionamentos pessoais como os profissionais”, diz Marcelo Kyrillos, dentista especializado em estética, da clínica Ateliê Oral.

Além disso, um sorriso bonito passa a impressão de saúde e cuidado. “Quando o sorriso é bonito e adequado aos traços faciais, mostra preocupação com a saúde e a aparência. Enquanto uma pessoa com dentes amarelados, tortos, ou com alguns deles faltando, passa a ideia de descaso”, diz o dentista.

Para a psicóloga Adriana Prado de Albuquerque, os cuidados com a aparência, de uma forma geral, estão muito ligados a se apresentar bem. Na visão da sociedade, uma pessoa com um sorriso perfeito transmite alegria, segurança e confiança, qualidades que fazem a diferença. “Aparência tem a ver com autoestima e confiança. Quem se apresenta bem está bem consigo mesma”, diz.

Higiene bucal: brasileiros ainda têm dificuldades para passar fio dental

04fiodentalApesar do grande número de informações acessíveis nos dias de hoje, ainda é possível se notar o quanto o uso do fio dental é “lembrado” mas ainda abandonado nos hábitos de higiene oral dos brasileiros. Para a população, escovar os dentes é primordial, porém, se esquecem de que o fio dental na verdade é o maior aliado das cerdas das escovas – que, neste caso, dificilmente atingem os diversos espaços localizados entre os dentes. É aí também onde menos enxergamos que se acumulam as placas, responsáveis pela enorme presença bacteriana causadora de cáries, gengivite, entre outros problemas bucais e no restante do corpo.

Em um estudo realizado em 2013, no Instituto Ciob um centro de desenvolvimento de pesquisa aplicada – pudemos avaliar que a informação sobre o uso praticamente exclusivo da escova dental surgia automaticamente nas perguntas realizadas (anamnese), durante o processo de triagem de pacientes das classes C e D. Todos eram pacientes que procuraram a instituição para a reabilitação com implantes dentários. O tema nos direcionou também a fazer os mesmos questionamentos para pacientes em consultórios particulares, no entanto, estes pertencentes às classes A e B.

O resultado da pesquisa mostrou que, impressionantemente, o problema da desinformação sobre a necessidade do uso de fio dental, junto ao processo de higienização, aliado à escova de dente, atinge todos os níveis sociais cuja separação dá-se por características bem diferentes, como veremos a seguir:

Em um universo de 150 pacientes que pertencem às classes C e D, 60% não apresentavam condições financeiras de comprar o fio dental. Ainda, 38% deste público tinha o hábito de palitar os dentes; e 15% desconhecia o fio dental. Apenas 25% responderam que faziam uso diário, sendo que na grande maioria casos de forma incorreta.

Em clínica particular, num ambiente de 50 pacientes pertencentes às classes A e B, 60% relataram não possuir o hábito do uso diário do fio dental, além de utilizarem de forma inadequada o dispositivo de higiene bucal; O restante dos 40%, apesar do uso diário, pode-se observar na pesquisa que apenas 15% dos usuários sabiam utilizar o fio dental de forma correta – 80% procuram o atendimento clínico por questões preventivas e apenas 20% para reabilitações sobre implantes.
Apesar das boas condições financeiras, alegaram que a falta de tempo, esquecimento e até o stress colaboraram para a queda do hábito. Por isso, é importante salientar que, além da escovação, o fio dental é um importante aliado na diminuição do acúmulo de placa bacteriana, esta inclusive altamente nociva para o organismo.

Estudos científicos apontam que a inexistência do hábito ou a queda dele faz com que o indivíduo deixe de realizar até 40% da sua escovação diária, permitindo um crescimento bacteriano silencioso. De forma cumulativa e crônica, não usar fio dental promove degenerações dos tecidos gengivais, resultando também em grandes perdas ósseas – estas, na maioria das vezes irreversíveis.

A conclusão é que tais evidências reacendem um importante alerta para a população menos favorecida, que acha normal perder um ou mais dentes e, ainda, sobre como utilizar métodos preventivos de saúde bucal – tema este exaustivamente discutido e divulgado dentro da comunidade científica. Porém, faltam ainda muitas informações, por causa da grande falta da cultura preventiva, que certamente poderá ser melhorada, também, através de programas comunitários. São eles que precisam gerar estas informações e acessibilidade aos produtos de higiene básicos, como é o caso do fio dental.

O impacto da doença bucal na população brasileira

- Por Helenice Biancalana*

O Brasil é um dos países com maior número de cirurgiões-dentistas, de faculdades de Odontologia, e de indústrias de material e equipamentos odontológicos. 10-maneiras-de-evitar-as-cariesAinda assim, muita gente só procura o cirurgião-dentista quando sente dor. A saúde bucal costuma ser dada como certa, mas, sendo parte essencial para nossa vida – podendo ser porta de entrada para muitas outras doenças graves –, merece mais atenção.

Uma boa saúde oral contribui para que possamos nos expressar com clareza, provar, mastigar, salivar e sorrir – mostrando nossas emoções através da expressão facial. Entretanto, diante de uma doença bucal – seja ela uma lesão por cárie, seja uma gengivite ou um câncer de boca –, as pessoas sentem-se imediatamente abatidas, com impacto na vida social, profissional e nos relacionamentos íntimos. Daí a importância de cuidar dos dentes desde muito cedo.

Problema que pode ser facilmente prevenido em todas as idades, a cárie ainda causa muita dor no povo brasileiro – principalmente na infância e pré-adolescência –, sendo também responsável em grande parte pela abstinência escolar, diminuição do apetite, dificuldade de concentração e baixa autoestima. Ainda não conseguimos mensurar o quanto isso impacta a qualidade de vida do indivíduo e das pessoas que o cercam. Mas, é possível ter uma ideia do prejuízo para a vida de cada um. Nesse sentido, por mais que as políticas públicas garantam maior presença de flúor na água que abastece grande parte dos lares brasileiros, é muito importante um acompanhamento odontológico – sem negligenciar o fato de que a cárie é um problema que acomete muitos adultos também.

Já a doença periodontal – sendo a gengivite a mais comum – é uma infecção causada por bactérias, que vai se infiltrando no tecido gengival até atingir o osso. Não raro, a pessoa se dá conta da gravidade do que está acontecendo somente quando percebe que o dente amoleceu ou que está mais difícil mastigar alimentos sólidos. Em muitos casos, o diagnóstico é dado junto com a sentença de que o dente tem de ser extraído. Além disso, a doença periodontal pode estar conectada diretamente com alguma outra condição da saúde do paciente, como diabetes, cardiopatias, infecções nos pulmões etc. Vale dizer que pacientes fumantes têm três vezes mais chances de contrair uma gengivite em relação aos não-fumantes.

Outro dado alarmante que pode e deve ser combatido é o surgimento de pelo menos dez mil novos casos de câncer de boca no Brasil todos os anos. Quando o diagnóstico é feito precocemente, a cura pode ser total. Entretanto, em 85% dos casos o diagnóstico ainda é feito numa fase avançada da doença. Muitas são as pessoas com mais de 50 anos que desconhecem a importância de visitar pelo menos uma vez por ano o cirurgião-dentista e os principais sintomas do câncer de boca: surgimento de feridas que não cicatrizam dentro de uma semana, manchas brancas, vermelhas ou pretas, além de dificuldade de deglutição e sangramento.

Por mais que tenham aumentado as ações midiáticas e políticas públicas na área da Saúde Bucal, esse rápido panorama nos mostra o quanto a população ainda é impactada pelas doenças orais e o quanto a solução depende do esclarecimento e da iniciativa de cada um, no sentido de prestar mais atenção nos cuidados pessoais, na higiene bucal diária, no acompanhamento regular de um profissional de Odontologia.

*Dra. Helenice Biancalana é cirurgiã-dentista e diretora do Departamento de Prevenção e Promoção de Saúde da APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.